A história da Biotecnologia no Brasil.

A primeira definição do termo “Biotecnologia” foi feita no ano 1919 pelo engenheiro
húngaro Karl Ereky e dizia que: “Biotecnologia é uma ciência e os métodos que
permitem a obtenção de produtos a partir da matéria-prima, mediante a intervenção
de microrganismos”. Após algumas ratificações o termo passou a ser: “qualquer
aplicação tecnológica que usa sistemas biológicos, organismos vivos ou seus
derivados, para criar ou modificar produtos e processos para usos específicos”. Ao
ver ambas essas definições podemos notar uma certa amplitude no conceito e
consequentemente presumir a multidisciplinaridade desta área que vem tornando-se
cada vez mais importante para o desenvolvimento de países. Frequentemente,
vemos novidades na ciência que surgem através da Biotecnologia, mas e no Brasil
como está o desenvolvimento desta área?
O número de cursos superiores que carregam o nome Biotecnologia tem crescido
vertiginosamente, alcançando em 2018 por volta de 60 cursos no sistema e-MEC.
O desenvolvimento da Biotecnologia como profissão também tem sido expressivo
no Brasil, dados coletados pela Sociedade Brasileira de Biotecnologia em dezembro
de 2017 apontam que há cerca de 736 indústrias de Biotecnologia distribuídas pelo
país. Dentre essas está a SuperBAC que é considerada a empresa pioneira no
desenvolvimento da Biotecnologia no Brasil. Vale ressaltar que a região que mais
destaca-se é a de São Paulo, onde estão concentradas uma grande parte dessas
empresas.
Como é de conhecimento de muitos a Biotecnologia é uma profissão ainda não
regulamentada no Brasil, portanto, é de grande importância citar, como parte do
histórico do seu desenvolvimento no país, a criação da Liga Nacional dos
Acadêmicos em Biotecnologia (LiNA Biotec) que dentre as muitas atividades, uma
delas é a luta pela regulamentação da profissão. É importante da destaque também,
a toda e qualquer organização que de alguma forma contribua para o
desenvolvimento da Biotecnologia no país.
Além de tudo o que já foi citado, é de grande relevância falar da contribuição de
cada cientista, de cada um dos Biotecs e de todas as descoberta já feitas através
dos esforços dessas mentes brilhantes. Saibam, portanto, que vocês são partes
fundamentais para o desenvolvimento da Biotecnologia no Brasil.


Você sabe por que 30 de junho é o dia do Biotecnologista?

Para respondermos essa pergunta, primeiro, precisamos saber quem é Paul Berg, também conhecido como pai da Biotecnologia. Paul Berg nascido em 30 de junho de 1926, é um bioquímico e foi o responsável pelo desenvolvimentos tecnologias de DNA recombinante, feito que o ganhou um Nobel de Química em 1980. Mas afinal, o que são as tecnologias de DNA recombinante e por que elas são tão importantes na vida do profissional em Biotecnologia? Essa tecnologia nos permite ter o controle e alterar o DNA de organismos, também conhecida como engenharia genética, uma parte essencial do trabalho de muitos profissionais da área e por isso, Paul Berg, o pioneiro nesse tipo de técnica tornou-se um marco para a existência da Biotecnologia Moderna, concedendo ao seu aniversário a importante data do Dia do Biotecnologista.

 


Comunicado LiNAbiotec

Gostaríamos de comunicar que a gestão da presidente Gabriella Bruno Ribeiro chega ao fim. Depois de um ótimo desempenho à frente da Liga Nacional dos Acadêmicos em Biotecnologia (LiNAbiotec), Gabriella deixa de fazer parte da nossa equipe para trilhar novos caminhos e abrir as portas para uma nova gestão continuar fazendo a diferença na representação do profissional graduado em biotecnologia.

Foram três anos de dedicação junto a LiNAbiotec e várias ações são resultantes de um trabalho sério e comprometido com o Corpo Social da Liga. A gestão de Gabriella foi marcada pela expansão da Liga, a realização de 3 (três) Encontros Nacionais de Estudantes de Biotecnologia (NÚCLEO – 2016/2017/2018), bem como a escolha do símbolo oficial da biotecnologia, da cor do curso, do juramento e o avanço da tramitação do PL3747/2015, que garante os direitos dos biotecnologistas, regulamentando a profissão biotecnologia e criando os Conselhos Federais e Regionais de Biotecnologia no Brasil. Além do constante trabalho com as retificações de Editais de Concursos e Seleções, a fim de incluir o biotecnologista nas áreas habilitadas dentro dos editais, e com o incentivo da realização de eventos regionais nos Polos da Liga para fomentar a divulgação do profissional perante à sociedade e buscar a inserção do biotecnologista no mercado de trabalho.

Outros pontos fortes alcançados durante a gestão foram: a criação da Comissão do Código de Ética, mostrando o pioneirismo da LiNAbiotec em definir a identidade do profissional e buscar o reconhecimento do profissional em biotecnologia; o avanço para o estabelecimento das diretrizes curriculares nacionais básicas em biotecnologia para fornecer um diagnóstico de disciplinas e sugestões para a atualização da grade curricular dos cursos; e a criação do movimento #RegulamentaBiotec como ação para acelerar o Projeto de Lei 3747/2015, por meio de movimentações em redes sociais de políticos responsáveis pelo processo, que trouxeram benefícios e avanços com respeito ao andamento do Projeto, em virtude do movimento e colaboração de milhares de estudantes de biotecnologia ligados ao Facebook, Instagram e Twitter da LiNAbiotec, culminando com a ocorrência de uma Audiência Pública para a discussão do Projeto de Lei; de biotecnologia, buscando definir as principais áreas de conhecimento do biotecnologista.

Acompanhe o vídeo da despedida de Gabriella na nossa página do Facebook: https://www.facebook.com/LiNAbiotec/posts/1850879078374938?comment_id=1851400108322835&notif_id=1545346007347750&notif_t=feed_comment

A Liga agradece e reconhece o trabalho realizado pela Gabriella Bruno, nos servindo como inspiração a sempre lutar por uma biotecnologia cada vez mais UNIDA, FORTE e ATUANTE.

 


I Simpósio de Biotecnologia: Avanços e Perspectivas

Aconteceu em agosto a primeira edição do Simpósio de Biotecnologia: Avanços e Perspectivas (SiBiotec), na cidade de Patos de Minas. O evento totalmente organizado por alunos contou com dois dias de atividades que incluíram palestras, minicursos e apresentações de trabalhos na área de Biotecnologia.

A ideia do SiBiotec surgiu a partir da necessidade observada por membros da LiNABiotec do Polo Patos de Minas de novos eventos científicos no município de Patos de Minas, e com o Sibiotec, novos conhecimentos puderam ser apresentados pelos diferentes palestrantes presentes, além de reforçar a importância da Liga Nacional dos Acadêmicos em Biotecnologia no cenário atual.

O que se espera é que em 2019 ocorra a segunda edição do evento, com uma programação ainda melhor e mais completa, atraindo alunos e profissionais da região com interesse pela biotecnologia.


LiNAbiotec no IV Workshop de Biotecnologia

 

Confira a notícia sobre a participação do polo Unesp-Botucatu da LiNAbiotec no IV Workshop de Biotecnologia em Botucatu.

 

Nos dias 12, 13 e 14 de setembro foi realizado o IV Workshop de Biotecnologia (IV Workbiotech) no campus de Rubião Júnior. O evento científico, além de diversas palestras, teve apresentação de trabalhos em pôster e oral e mesa redonda, buscando abordar os mais diversos temas que envolvem a biotecnologia, desde aplicações em alimentos, estudo em plantas, quanto empreendedorismo e start-ups. O IV Workbiotech contou com palestrantes de diversas instituições de ensino e de representantes de grandes empresas.

O evento teve cerca de 200 participantes, entre alunos e professores da Unesp de Botucatu. Esse foi o primeiro ano que a organização do evento foi realizada por representantes da pós-graduação em Biotecnologia do Instituto de Biociências (IB) em conjunto com a Liga Nacional dos Acadêmicos em Biotecnologia (LiNA Biotec), formada por alunos de graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (EBB) da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA).

Os membros da LiNA que participaram da organização foram:  Prof. Drª Carla Riccardi, Paulo Henrique Lopes (5º ano), Pedro Affonso (5º ano), Viviane Egawa (4º ano), Eduardo Souza (4º ano), Fernanda Akiyama (4º ano), Giovanna Rocha (4º ano), Driéle Bretones (4º ano), Guilherme Luz (3º ano), Carla Queiróz (4º ano), Pedro Gabriel (4º ano), sob coordenação do professor José Luiz Rybarczyk Filho.

Dois alunos da Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia foram premiados no Workshop: Matheus Chiaradia (4º ano) na categoria Apresentação Oral – Graduação e Giovanna da Silva Rocha (4º ano) na categoria Apresentação de Pôster.”

Fonte: http://www.fca.unesp.br/#!/noticia/1694/fca-no-iv-workshop-de-biotecnologia/


Nota da LiNAbiotec

A Liga Nacional dos Acadêmicos em Biotecnologia é uma instituição estudantil apartidária, que representa a classe de profissionais em biotecnologia no Brasil. Desde 2011 lutamos ativamente em prol da valorização da área no país, bem como em nome do progresso da ciência, da tecnologia, do meio ambiente, da educação, da saúde e dos direitos básicos humanos. Ratificamos o Art. 218 da Constituição Federal de 1988 que, por meio da Emenda Constitucional nº 85 de 2015, coloca como papel do Estado a promoção e o incentivo ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação.

Dessa forma, como bem colocado no Código de Ética da Biotecnologia, redigido pela Liga, guardamos absoluto respeito pelo ser humano e sempre atuamos em seu benefício, respeitando a vida como bem inestimável e garantindo seus direitos fundamentais, previstos na Constituição Federal de 1988 e máxime na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Tendo em vista os fatos mencionados, a LiNA defende a liberdade de expressão e o respeito às diferenças ideológicas, religiosas, políticas, de raça e de gênero, assim como repudia os conflitos solucionados por viés não democráticos, sejam quais forem suas origens, e atos de violência que ferem a integridade e a liberdade humana. Entendemos que a garantia dos direitos constitucionais são essenciais para a manutenção e desenvolvimento de uma sociedade e, outrossim, conservá-los garante condições mínimas para o progresso da ciência, sobretudo para uma biotecnologia unida, forte e atuante.


I Semana de Biotecnologia da USP

 

A primeira turma de Biotecnologia da USP junto com seus docentes têm o prazer de convidar a todos a participarem da I Semana de Biotecnologia da USP. De acordo com a comissão organizadora, a primeira Semana de Biotecnologia “Brasil com Biotecnologia” tem como objetivo: “apresentar, discutir e propor ideias, promover conhecimento, divulgar ferramentas e ações desenvolvidas pela academia e empresas com a finalidade de desenvolver a Biotecnologia no Brasil”.

Durante os dias 12, 13 e 14 de novembro, os participantes do evento terão a oportunidade de entrar em contato com as mais diversas experiências na área da Biotecnologia.

Confira a programação abaixo:

programação.jpg

A palestra de abertura será realizada pelo Prof. Dr. José Gregório Cabrera Gomez, docente do ICB/USP, seguida da palestra do Prof. Dr. Paulo Lee Ho do Instituto Butantan.

Local: Auditório Azul da EACH/USP
Horário: 10 -12 h / 14 – 18 h.

Fiquem atentos às inscrições!!!

Link para inscrição: https://semanadebiotecusp.wixsite.com/2018


Palestra introdutória da Biotecnologia em Pelotas(RS)

Na segunda-feira, 24 de setembro, os acadêmicos do curso de graduação em Biotecnologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) visitaram a Escola Santa Mônica, a fim de apresentar a palestra “Biotecnologia: a ciência do futuro” para alunos de ensino médio. A palestra pertence a um projeto de extensão que tem como tema principal a regulamentação da Biotecnologia, sendo um dos principais objetivos informar a população a respeito da Biotecnologia e seus avanços, visto que um dos motivos que faz com que a área ainda não seja regulamentada é o desconhecimento das pessoas, principalmente.

A palestra possibilitou uma maior aproximação da comunidade escolar com a universitária, já que os principais temas discutidos foram a vivência de um aluno de Biotecnologia, a relação aluno-professor, assim como a grade curricular e linhas de pesquisa do curso de graduação em Biotecnologia da UFPel. A conversa despertou interesse em diversos alunos, que posteriormente foram convidados a conhecer o campus e laboratórios pertencentes ao curso, assim como a realização de atividades práticas que são comumente empregadas na rotina de trabalho de biotecnologistas.

 

Créditos ao Polo UFPel, que escreveu a notícia e contribui para o futuro da Biotecnologia no Brasil.


Núcleo’18

A quarta edição do Encontro Nacional de Estudantes de Biotecnologia (Núcleo’18) ocorreu entre os dias 26 de julho a 01 de agosto na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na cidade de São Carlos – SP.

Palestra “Regulamenta Biotec”, palestrante: Gabriella Bruno

Com o objetivo de reunir estudantes e profissionais formados dos cursos de bacharelado em Biotecnologia, tecnólogo em Biotecnologia, Engenharia Biotecnológica e Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia de todo o Brasil, o Núcleo’18 promoveu uma série de palestras, mesas-redondas, apresentação de pôsteres, minicursos teóricos/práticos e maratonas científicas e de empreendedorismo, além dos espaços: Biotech Makers e Biotech Future, trazendo o que há de mais inovador na área da Biotecnologia. Além disso, foram feitos debates cruciais à regulamentação do profissional de biotecnologia no país, como a discussão do Conselho de Ética e a reunião dos Coordenadores de cursos.

Assim, o Encontro foi uma forma de engajar ainda mais estudantes e profissionais acerca do cenário atual da Biotecnologia no país, tratando com a devida importância a urgência de tornar realidade o reconhecimento e a regulamentação dos profissionais.

Para a LiNA, foi emocionante ver estudantes de todo o Brasil reunidos por uma só causa: promover uma Biotecnologia cada vez mais unida, forte e atuante!

Imagem: Congressistas e Comissão organizadora do Núcleo’18 Foto por: Henrique Matheus

Texto por: Júlia Dias

(Assessora do polo de São Carlos)

Fotos por: Henrique Matheus

Edição: Luis de Moraes

(Conselheiro do polo de São Carlos)


ALUMIÁ: ILUMINANDO IDEIAS PARA TRANSFORMAR O MUNDO

No dia 25 de maio, o Polo da LiNAbiotec na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, realizou, já em clima junino, o I Alumiá, com o objetivo de promover soluções biotecnológicas sustentáveis para as principais demandas do estado. Durante a manhã, foram discutidos assuntos relacionados ao tema e, à tarde, foi realizado um workshop de empreendedorismo e desenvolvimento de startups.

A Vice-diretora do Centro de Biotecnologia da UFPB, Prof.ª Drª Fabíola Nunes, fez a abertura do evento, falando sobre inovação em Biotecnologia. Logo em seguida, o economista Paulo Fernando Cavalcanti, também professor da UFPB, apresentou a Rede Plades Nordeste. A Rede faz parte do Plano de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável para os Arranjos Produtivos Locais da Paraíba (Plades), idealizado e implementado pelo economista com o objetivo de reunir e articular atores institucionais, além de debater e apresentar à sociedade a estratégia de desenvolvimento territorial em redes de arranjos produtivos locais.

Para inspirar os participantes, Rychard Guedes, aluno do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), apresentou o case da “Bubu Digital”, premiada na Brazil Conference at Harvard & MIT. Neste projeto, Rychard, Adjamilton Júnior e Júlio Coêlho, desenvolveram uma chupeta capaz de monitorar a saúde de crianças por meio de sensores de temperatura e umidade, a fim de auxiliar pais e mães a cuidarem de seus bebês e, consequentemente, contribuir para redução da mortalidade infantil no Brasil e no Mundo.

Apresentações da manhã e público do evento. De camisa branca personalizada, o time do Polo UFPB.

Após as apresentações, os palestrantes participaram de uma mesa-redonda sobre Biotecnologia na Paraíba. Também fez parte da mesa a professora do CBiotec Sildivane Valcácia, doutora em Ciência Veterinária, com ênfase em Biotecnologia da Reprodução Animal, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. A graduanda do sétimo período de Biotecnologia, Cely Ferreira, também compôs a mesa e compartilhou sua experiência com projetos de compostagem e cultivo vegetal durante o estágio na Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (EMPASA).

O Workshop de Empreendedorismo e Desenvolvimento de Startups foi facilitado por Vanessa Pessoa, consultora de inovação tecnológica e marketing, e  Jorge Wanderley, fundador do primeiro espaço coworking da Paraíba, o Tot Coworking. Além deles, contamos com John Allef, fundador da HY Biotec e  graduado em Biotecnologia pela UFPB, Cláudio Piomonte, empreendedor na YpControl e presidente da Associação de Usuários de Tecnologia da Paraíba (SUCESU PB), e  membros do Laboratório de Empreendedorismo (Labemp) – UFPB, João Guilherme, Eduardo Cunha e Eduardo Soares, mentorando e participando da avaliação das equipes formadas no workshop.

Workshop de empreendedorismo e desenvolvimento de startups. No centro, a equipe vencedora.

 

Os times foram desafiados a desenvolver uma solução inovadora para problemas e desafios a partir de princípios do Design Thinking. Entre as ideias apresentadas, houveram soluções para divulgação e incentivo da carreira científica, alternativas para os resíduos orgânicos em condomínios e propostas de melhorias identificação de bactérias em diagnósticos hospitalares.  A equipe vencedora, por sua vez, idealizou um dispositivo para o controle da validade de alimentos e foi agraciada com kits da Sicoob Nordeste, uma visita à fábrica da Hemobrás – Empresa de Hemoderivados e Biotecnologia, localizada em Goiânia/PE,  e dois meses de mentoria do Labemp UFPB. O Alumiá, certamente, causou o impacto proposto. O Polo UFPB pretende organizar mais momentos de conhecimento, networking e produtividade como esse!

 

Créditos ao Polo UFPB, que organizou o evento e escreveu a notícia.